segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Pequeno Almoço - Batidos de Fruta

Normalmente o pequeno almoço cá em casa baseia-se em cereais com leite ou iogurte, mas ultimamente tenho tentado variar com outras opções.
Numa altura em que sentimos que estávamos a comer pouca fruta comecei a fazer uns batidos de manhã.
São óptimos, muito versáteis e à prova de preguiças pois é só juntar as frutas que queremos, leite vegetal ou sumo, colocar tudo no liquidificador e ficamos com um copo cheio de energia e vitaminas!

Receitas de batidos de fruta é o que não falta pela internet mas deixo-vos mais algumas ideias, baseadas nos que tenho vindo a fazer.



Da esquerda para a direita:

- Manga, laranja, cenoura, maçã, sumo de laranja e sumo de gengibre*.
- Banana, maçã, pêra, cacau em pó e hortelã.
- Ananás, pêra, leite vegetal, côco ralado, sumo e raspa de lima, hortelã.
- Banana, frutos vermelhos, leite vegetal e manteiga de amendoim.
- Banana, laranja, maçã, pêra, canela.


*basta ralar gengibre e espremer o sumo.




E vocês, já comeram fruta hoje? ;)

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Almôndegas de Beterraba e Cenoura com Molho de Iogurte e Hortelã [e o workshop GKS]

No início de 2014 decidi que não ia fazer resoluções de ano novo, mas fiz uma promessa a mim mesma: fazer coisas que me deixassem feliz. 
Se há coisa que me deixa feliz é cozinhar... e aprender!
Tendo isto em conta, quando vi que teriamos cá em Lisboa um workshop de cozinha vegetariana com os autores de um dos meus blogs preferidos, o Green Kitchen Stories, fiquei... como hei-de dizer...histérica!!! Mesmo, mesmo histérica, do tipo de mostrar a toda a gente que achei que iria ter interesse, dizer aos meus pais que já sabia o que queria de presente de aniversário e inscrever-me assim que recebi no meu mail os pormenores do workshop.

O programa prometia. Um fim de semana dedicado à nutrição e cozinha vegetariana, com aulas de ashtanga yoga e ainda um workshop de fotografia. 
Fui a tudo. Comecei a praticar yoga recentemente, algo que já queria experimentar há muito tempo e fiquei completamente viciada. Consigo encontrar no yoga alguma serenidade que me falta no dia-à-dia e desligar-me por completo das preocupações, pelo que fiquei muito entusiasmada por poder experimentar uma vertente do yoga diferente da que pratico. 
Quanto à fotografia, o saber não ocupa lugar e quem tem um blog gosta de mostrar as suas aventuras culinárias de maneira mais apelativa e bonita possível certo? Portanto lá me inscrevi eu!

O workshop realizou-se no início deste mês, na Casa Vinyasa - Ashtanga Yoga Shala, um espaço bonito, cuidado e acolhedor, com uma luz fantástica e bem no coração de Lisboa. A equipa é composta por pessoas amorosas, a transbordar de simpatia que nos receberam com um sorriso caloroso.


No Sábado, primeiro dia do workshop, fui para lá de estômago aos pulos com a ansiedade. Ia sozinha, sem conhecer ninguém, o que já me estava a deixar nervosa o suficiente. Depois sabia que tudo ia ser falado em inglês, que não tenho qualquer problema em ouvir ou ler, mas estou muito enferrujada a falar e escrever. Por fim estava com algum medo que a comida do workshop tivesse ingredientes de origem animal que fossem essenciais para a receita e assim eu não iria conseguir comer.
Felizmente esse nervosinho foi desaparecendo ao longo do fim de semana. Li a ementa e era tudo maioritariamente vegetal, apenas dois ingredientes eram de origem animal e facilmente evitáveis. Yey!! No inglês as coisas foram fluindo e quanto ao facto de ir sozinha penso que até foi bom pois consegui conhecer e conversar com várias pessoas e descobrir as suas origens, gostos, motivações e até projectos de futuro.


Quando cheguei à Casa Vinyasa, no Sábado, a Luise e o David já lá estavam, prontos para nos passar os seus conhecimentos e eu prontinha para absorver tudo. 
A Luise está a frequentar um curso na School of Nutritional Medicine em Estocolmo para se tornar Terapeuta Nutricional e por isso começou o workshop a falar-nos um pouco sobre as bases da nutrição e a sua abordagem em relação à alimentação. Salientou a importância de vários factores para nos mantermos sãos como beber água, dormir bem e realizar uma alimentação o mais natural possível, de preferência com ingredientes orgânicos e sem recurso a produtos processados. Falou-nos também que devemos comer de acordo com o que nos faz sentir bem e não ficar preso a algumas regras nutricionais. Por exemplo, se nos apetece 4 ou 5 peças de fruta não nos vamos privar do que o corpo quer, porque supostamente só deveríamos comer 3 porções de fruta diariamente. 

Outra dica nutricional foi não eliminar as gorduras do nosso organismo, pois elas são necessárias, mas escolher as que nos dão maior retorno nutricional, como as sementes e os frutos secos. Estes dois tipos de alimentos devem ser comprados sempre inteiros, para evitar a oxidação dos seus óleos gordos e devem ser demolhados em água antes de utilizados para activar os seus nutrientes. Caso os queiramos tostar devemos fazê-lo a temperaturas baixas para que as suas gorduras saudáveis não se transformem em ácidos gordos prejudiciais ao organismo. 


No Sábado toda a comida foi crudívora.
Fomos divididos em grupos de 8 pessoas e em "mesas" improvisadas no chão pudemos preparar as nossas refeições após as instruções da Luise.
Começámos com um shot de sementes de chia e açaí, que nunca tinha provado e estava com enorme expectativa. Não consegui perceber muito bem o sabor, mas não achei nada de especial. Na receita foi usado açaí em pó e em conversa com outros participantes do workshop referiram-me que bom mesmo é o açaí fresco, que é fácil de encontrar em países sul-americanos, já que o pó fica aquém em termos de sabor e qualidade nutricional deste fruto.
Seguiu-se o prato principal, umas almôndegas de beterraba e cenoura deliciosas, que vos mostro mais à frente com uma ligeira adaptação, servidas em folha de couve (que pode ser substituida por alface) com topping de germinados, abacate, chucrute (couve fermentada ou pickle de couve) e servido com molho de iogurte, que eu dispensei.


Depois da barriguinha cheia e de uma pausa para descontrair começou o workshop de fotografia com o David, que é designer e o responsável pelas fotos e design do blog e dos dois livros, um deles ainda a ser escrito.
Não tenho uma máquina toda XPTO e tudo o que aqui ponho vem da minha humilde cybershot e da sua fantástica função macro que estou sempre a usar. Mas isso não significa que não se possam tirar fotos bonitas e até mesmo com o telemóvel é possível. É preciso treino, ver muitas fotos de outros sites e convenhamos, ter olho para coisa. Acontece que eu não tenho olho e às vezes nem grande paciência, mas ouvi com grande atenção as informações do David e apontei tudo, sabe-se lá se algum dia não as irei usar. Algo que foi bastante mencionado é que o importante é que a foto seja apetecível ao ponto de dizermos: quero comer isto! 
Portanto pessoal, preparem-se, que agora vou começar a treinar e as minhas fotos vão passar a ser todas tão apetitosas que o vosso monitor vai ficar cheio de marcas de dentadas ahaha :P

1 e 3- Os malabarismos que se fazem para se conseguir uma boa foto :P ; 2 - A minha tentativa para uma foto após o workshop. As modelos eram lindas mas a fotografa esqueceu-se de ter atenção aos detalhes...aquele elástico ali, aaii...

O Domingo começou bem cedo e às 8h (auch!!) já estavamos no salão da Casa Vinyasa preparadíssimos para começar a aula de yoga dada pela Isa. Adorei, mesmo! Consegui fazer mais posições (que no yoga se denominam de asanas) do que achava que ia conseguir e as 2h destinadas à pratica passaram a voar. No fim da aula fizemos o relaxamento do corpo e da mente, deitados, com umas mantinhas por cima, embalados pela voz suave da Isa e por um som de fundo que não sei o que era, mas que era compassado e muito calmante. Foi delicioso, soube tão bem que adormeci por momentos e não fui a única! ;) 
Após a prática de yoga, que deve ser feita em jejum ou com pouca comida no estômago, a Luise e o David brindaram-nos com um pequeno-almoço maravilhoso de overnight oats feitas com sumo de laranja, sementes de canhâmo, banana esmagada, côco e hortelã que me soube pela vida! Podem ver a receita no blog deles, aqui.

As frutas e os legumes frescos biológicos, tudo proveniente da Quinta do Arneiro.
Têm as melhores maçãs que já comi!

O workshop de culinária decorreu de modo mais descontraído, tanto a Luise e o David estavam mais à vontade, circularam mais entre os grupos para falarem um pouco connosco e a comida era verdadeiramente deliciosa! 
Sopa fria de pepino, aipo e uvas com germinados de beterraba, diferente e muito saborosa.
Hummus com açafrão da índia (curcuma) e pimenta preta, uma dupla que deve andar sempre junta pois a pimenta potencia as propriedades da curcuma, por exemplo a sua acção anti-inflamatória. 
Salada de lentilhas com espinafres crús, sementes de cânhamo e mirtilos que era fabulosa! O doce dos mirtilos na salada ficava perfeito e adorei provar espinafres crus em salada, que nunca o tinha feito.
Mousse de abacate e lima com crumble de amendoas e cacau para sobremesa, que estava divinal e devorei em três tempos, tudo adoçado com o açúcar natural das tâmaras.


Em resumo, foi um fim de semana muito, muito bom! 
Vim de lá muito feliz, carregada com novos conhecimentos, boas conversas e receitas fantásticas.
Adorei conhecer o David e a Luise, são um casal simples e amoroso, são os dois lindíssimos, simpáticos e com sentido de humor que nos proporcionaram óptimos momentos.
Adorei a Casa Vinyasa e quero muito lá voltar!
Adorei conhecer novas pessoas e as suas histórias.
Adorei conhecer os rostos por trás de blogs que já seguia - Inês e Sandra um beijinho para vocês, gostei imenso de falar convosco :) - e juntei mais 2 blogs vegetarianos à minha lista, o Foodlosophy e o Sal y Amor, que vale a pena visitarem!


Depois de tanta conversa, ainda aí estão para ver a receita? ;)

Estas são as almôndegas de cenoura e beterraba, cruas, que fizemos no workshop, apenas com mais umas coisinhas aqui e ali para potenciar o sabor e acompanhadas de um fresquinho molho de iogurte e hortelã.
Uma opção bem saborosa e fresquinha para os dias quentes que já se fazem sentir.



Ingredientes (para cerca de 20 almôndegas de tamanho médio)
  • 3 cenouras pequenas, em rodelas fininhas
  • 1 beterraba média, ralada
  • 14 tomates secos em óleo, escorridos e cortados aos pedaços (se forem dos desidratados demolhar em água durante 1h)
  • 1/2 cebola pequena, picada
  • 1 dente de alho grande
  • 1/2 chávena de sementes de girassol
  • 1 colher de sobremesa de azeite
  • 1/2 colher de sobremesa de sementes de funcho em pó (moí as sementes no almofariz)
  • Salsa picada a gosto
  • Sal, pimenta, água e sementes de sésamo q.b.

Como preparar
  • Demolhar as sementes de girassol em bastante água durante 1h.
  • Numa tigela colocar a cenoura, o alho, os tomates secos, as sementes de girassol demolhadas e escorridas, o azeite e um pouquinho de água (cerca de 1 colher de sopa) e triturar com a varinha mágica. Se ficar difícil de triturar juntar mais um pouco de água, mas cuidado para não ficar uma pasta demasiado líquida.
  • Depois de tudo bem triturado adicionar a cebola*, a beterraba, o funcho, a salsa e temperar com sal e pimenta.
  • Levar ao frigorífico cerca de 1h.
  • Moldar as almôndegas e passar pelas sementes de sésamo.

* Se preferirem podem juntar a cebola à cenoura para ser triturada.

    
     Molho de iogurte e hortelã

    1 iogurte de soja natural, sem açúcar.
    1 colher de sopa de hortelã picada
    1 pepino pequeno em pickle, picado
    Sal, pimenta e alho em pó q.b.
     
    Juntar o iogurte com a hortelã e o pickle e temperar a gosto com o sal, pimenta e o alho em pó.


Servir as almôndegas com o molho de iogurte e acompanhamento a gosto.




P.S. Aqui há tempos contei-vos que o meu telemóvel era da idade da pedra. Pois que já entrei no séc. XXI e agora tenho um telemóvel todo catita que usei para tirar as fotos do workshop que aqui vêm. E também já me rendi ao Instagram, podem seguir o blog por lá. ;)

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

"Pudim" de Tapioca

Experimentar novos ingredientes é das coisas que mais prazer me dá na cozinha!
Tapioca estava na minha lista de ingredientes a usar há algum tempo e esta receita do Coentros & Rabanetes, que me fazia lembrar o meu adorado arroz doce, pareceu-me perfeita.

O cheiro na cozinha era maravilhoso, com um aroma perfeito a canela e limão. Enquanto mexia no tacho cheirava mesmo a arroz doce...e não resisti a provar ainda quentinho e fez-me lembrar as papas maizena.
Delícia!! :)

Vegan, sem glúten e tão fácil de fazer!
Uma sobremesa assim tão boa tem de ser partilhada e por isso esta tapioca vai para a Vanessa e o seu passatempo "Receita Saudável" para celebrar o 1º aniversário do Prazeres Saudáveis. Porque dieta não significa abdicar daquilo que gostamos e quem não gosta de um docinho? :)



(Ligeiramente adaptado do blog Coentros & Rabanetes)
Ingredientes (para 2-3 porções)

  • 50g de pérolas de tapioca
  • 250mL de leite vegetal*
  • 1 casquinha de limão
  • 1 colher de sopa de açúcar mascavado
  • Sementes de 1/2 vagem de baunilha
  • 1 pau de canela
  • Canela em pó ou compota de morangos e chia para colocar por cima.


*Usei leite de côco e também já usei leite de arroz, para quem faz dieta será melhor usar este último pois tem menos gordura. Não notei diferença no final, usando um ou outro, tanto na consistência como no sabor.

Como preparar:

  • Colocar as pérolas de tapioca de molho com bastante água, no mínimo durante 2 horas.
  • Escorrer a tapioca e colocar num tacho com os restantes ingredientes.
  • Mexer bem, levar ao lume e após ferver cozer em lume baixo durante 5 minutos.
  • Colocar o preparado em taças e comer quentinho ou deixar arrefecer.





Quando quentinha esta tapioca fica cremosa e após arrefecer fica com a consistência parecida com um pudim.
É óptima de qualquer maneira mas eu prefiro bem fresquinha, com o doce de fruta por cima yummmi!!


Quem quer uma tacinha? ;)


E enquanto eu tentava tirar umas fotos aparecem 2 sem-vergonha a espreitar o que estou a fazer. Só querem é aparecer!! :P

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Na Cozinha da Vizinha {Março}

Nos meus passeios por blogs americanos de comida e lifestyle vegan tenho visto que alguns fazem, ao fim da semana ou do mês, um apanhado das receitas de outros blogs que experimentaram.
Acho que é uma ideia gira e decidi fazer o mesmo. É uma maneira de dar a conhecer novas receitas e novas formas de cozinhar determinado ingrediente, ou apenas de mostrar como fica a receita de determinado blog feita por outras mãos.

Assim, a partir de agora, no fim de cada mês, vou aqui colocando as receitas que experimentei, sem alterações (vou tentaaaaar, já sabem que a cozinha é como as histórias, há sempre qualquer coisa que se acrescenta ou muda) e contar-vos como correram.


Em Março tive imensa sorte pois adorei tudo o que experimentei.
As receitas escolhidas foram:




Fiz esta receita porque queria testar novas maneiras de comer couves de bruxelas e adorei!!!! 
Gostei imenso do contraste do doce da pêra, com o tostado das avelãs e o ácido do molho de mostarda, é uma delícia a cada garfada, como todas as receitas da Márcia que já experimentei. Óptima para uma refeição levezinha :)



Lasanha de lentilhas, do Sabores, Experiências e Aventuras



Este é fresquinho, foi o jantar de Domingo. A receita original é com soja e lentilhas, mas eu não gosto de soja texturizada e por isso fiz só com lentilhas. Ficou óptimo na mesma! :) 
Esta receita chamou-me a atenção por utilizar um "queijo de batata", que é o que vêm gratinado por cima. Andava há imenso tempo para experimentar fazer em casa queijos vegetais e quando vi esta receita da Sónia pareceu-me perfeito! Como poderão ver na receita original é super simples, leva batata, farinha de aveia (triturei flocos de aveia no liquidificador e voilá, farinha de aveia!), polvilho azedo e azeite. Aqui sugiro que cortem as batatas em pedaços meeesmo pequenos como a Sónia indica. As minhas ainda ficaram um bocadinho grandes e demorou muito mais tempo a amolecerem. Algumas ainda ficaram um pouco rijas, pelo que no fim tive de acrescentar um bocadinho de água ao liquidificador para ficar mais cremoso, como era o pretendido.
Gostei imenso do resultado final, ficou gratinado, não derrete, mas o polvilho azedo, que usei pela primeira vez, dá-lhe um gosto característico "aqueijado" que torna o prato muito saboroso. Para a próxima vou experimentá-lo nuns cannelonnes.
Também usei pela primeira vez natas de aveia e gostei imenso, são muito cremosas e uma óptima alternativa às de soja.




Melhores-bolachas-de-sempre!
Ficaram super crocantes, o equilíbrio perfeito entre o salgado e o doce e.... gigantes!!!
Fiz no Domingo à tarde... e já não há nenhuma. Juro que não fui eu que as comi todas!
Lá vou ter eu que repetir a dose este fim de semana, que chatice.. :P
Usei manteiga de amendoim com pedaços e em vez do óleo juntei mais uma colher da mesma.
Estão a imaginar uma sandwich destas bolachas com compota de frutos vermelhos? É que eu estou muahahahaha!!



Embora sem foto, fiz também legumes assados com molho de natas e mostarda, receita do [Limited Edition]. Os legumes foram variados, conforme o que havia cá em casa, e juntei natas com mostarda dijon e pimenta quando os legumes estavam quase assados por completo. Ficou maravilhoso!!



E assim se acrescentaram mais umas receitas à lista das favoritas!

sexta-feira, 28 de Março de 2014

Arroz com Cebola e Alho Francês Caramelizado

O título deste post bem podia ser "Como dois erros na cozinha dão origem ao melhor arroz que já comi!".

1º erro: 
Fui às compras depois de ter saído de uma noite de trabalho, voltei para casa, pus os sacos na cozinha e fui-me deitar no sofá a descansar. Claro que nem me lembrei que tinha uma embalagem de milho e outra de espinafres congelados que deveria ter guardado. Resultado: andei a comer espinafres e milho às carradas nos dias seguintes.

2º erro:
Fazer arroz mais cedo do que o resto da refeição. Sou péssima com arroz, é raro sair-me no ponto e ainda por cima nunca acerto no timming para que esteja pronto. Por isso adoro usar arroz basmati, porque sai sempre bem, para além do sabor que é óptimo. No outro dia fiz arroz agulha como acompanhamento para o almoço e ficou perfeito...
... para tapar umas rachas na parede do meu quarto!!


Mas se juntarmos a este arroz, que nada prometia, alguns legumes simples (milho descongelado por engano incluído) bem aromatizados e caramelizados, temos um resultado absolutamente delicioso e viciante!


(Adaptado do blog "The Love Food")
Ingredientes
Arroz cozido (cerca de 1 + 1/2 chávena)
1 colher de sobremesa de azeite
1 cebola média, às rodelas
1 alho francês, em meias luas
1/2 chávena de milho
1 cenoura média, ralada
1/2 colher de sobremesa de cominhos em pó
1/2 colher de sobremesa de pimentão doce 
1 colher de sobremesa de alho em pó
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 maçã verde média, em pedaços pequenos
Sal q.b.


Nota: os temperos foram colocado a olho, pelo que estas quantidades são aproximadas. Vão provando (ou, se forem como eu, cheirando) até que esteja do vosso agrado.


Como preparar
Numa frigideira colocar o azeite, a cebola, o alho francês e um pouquinho de sal e cozinhar em lume médio, mexendo sempre para não queimar, até amolecer.
Juntar o milho, a cenoura, os cominhos, o pimentão doce e o alho em pó e envolver bem. 
Quando a cenoura estiver amolecida aumentar ligeiramente o lume, adicionar o vinagre balsâmico, mexer bem e deixar a mistura caramelizar durante alguns minutos. (Deixo um bocadinho ao lume sem mexer porque gosto de deixar os legumes tostarem, mas com cuidado para não queimar).
Rectificar os temperos e envolver a mistura no arroz.
Acrescentar a maçã partida e servir.



É um arroz que serve como um óptimo acompanhamento e que é ideal para aproveitar sobras, tanto de arroz como de legumes que estejam perdidos pelo frigorífico.

O meu foi utilizado para fazer estes enroladinhos de couve, do mesmo blog de onde adaptei o arroz, que foram devorados num instante e vão ser repetidos com toda a certeza!


Para a próxima vou colocar umas amêndoas tostadas ou outro fruto seco por cima, deve ficar tão bom, nhaami!! :)

terça-feira, 18 de Março de 2014

Compota de Frutos Vermelhos (raw)

Gosto de comer compota à colherada. 

Pronto, já confessei!
Gulosa como sou nem outra coisa seria de se esperar, certo?

Na minha lista de receitas a experimentar estava há muito tempo uma compota de frutos vermelhos com sementes de chia. 
Quando vi a receita achei óptima, pois não tinha as quantidades enormes de açúcar da compota normal e era bastante fácil de fazer.
As receitas que fui vendo eram feitas ao lume e já me estava a preparar para pôr a panela no fogão quando tropecei nesta receita de compota, que não precisava de ser cozinhada. 
Era rápida, fácil e pareceu-me perfeita para satisfazer os meus caprichos mais gulosos sem pesos na consciência. 

Aqui a estrela é realmente a fruta, o açúcar é mero acessório e as sementes de chia são o segredo para dar a consistência típica de uma compota. A chia é ainda uma semente rica em fibras, ómegas-3 e ómegas-6, fósforo e manganésio (mais informação aqui e aqui), tornando assim esta compota a mais saudável que alguma vez já comeram!



(retirado do site "sans [ceuticals]")
Ingredientes (para cerca de 200 mL de compota)
  • 1 chávena de frutos vermelhos (descongelados ou frescos) à escolha: morangos, framboesas, mirtilos, amoras ou um misto de vários.
  • Sumo de 1/2 limão pequeno
  • 1 colher de sobremesa de geleia de arroz (ou outro adoçante como maple syrup ou geleia de agave)
  • 1-2 colheres de sopa cheias de sementes de chia (conforme se queira menos ou mais espesso)
  • Água q.b.

Com preparar
  • Separar cerca de metade dos frutos vermelhos e reservar.
  • Colocar a outra metade numa tigela e esmagar com um garfo o mais possível.
  • Juntar o sumo de limão, a geleia de arroz e alguma água para a mistura ficar um pouco mais líquida.
  • Misturar as sementes de chia e os frutos vermelhos inteiros que ficaram reservados (se forem grandes partir em pedaços pequenos).
  • Transferir para um frasco e reservar no frigorífico alguns minutos ou de um dia para o outro.


Esta compota é mesmo fácil e rápida de preparar, ao fim de 10 minutos as semente de chia já estão inchadas e a consistência muda, podendo logo ser utilizada. Se deixarem de um dia para o outro as sementes conseguem libertar toda a sua mucilagem e obtém a consistência final do doce.

Podem nem colocar geleia adoçante se a fruta for doce o suficiente ou se gostarem do travo ácido.
Quanto às sementes de chia, esta compota foi feita com duas colheres de sopa bem cheias e ficou bem consistente, para deixá-la mais fluída pode ser colocada apenas uma.


Barrada em tostas, num pãozinho de cereais com manteiga de amendoim ou numa sobremesa, esta compota é o céu!


Autorização para comer compota à colherada sem culpas: autorização concedida! :)

quarta-feira, 12 de Março de 2014

Salada de Couscous, Abóbora-Manteiga e Rúcula Selvagem

Decididamente sou uma pessoa de Sol e de luz. Bastam os dias ficarem mais quentes e longos para o meu bom humor aumentar.
É bom poder deixar os casacões em casa e vestir uma roupa mais leve, largar as botas e dizer olá aos ténis e às sabrinas. 
É bom ir ao mercado e ver as bancas cheias de novas frutas e novos legumes saborosos. 
É bom acordar com a casa iluminada pelo Sol, sair à rua e receber o calor no rosto, ganho logo energia!

Mas mesmo assim, confesso, não tenho a maior das afinidades pela Primavera e por mim podíamos passar directamente do Inverno para o Verão. As minhas alergias já deram sinal e até tremo só de pensar como vou ficar quando os pólens estiverem em força.

Enquanto o Verão não chega resta-nos aproveitar os primeiros raios de Sol e deliciar-mo-nos com uma salada morna, que combina tão bem com estes dias quentinhos de Primavera antecipada.


Ingredientes (para 3 pessoas)
  • 1 chávena de água a ferver + 1 chávena de couscous seco
  • 1 colher de sobremesa de salsa seca
  • 1 colher de sobremesa de alecrim seco
  • 1/2 colher de sobremesa de flocos de malagueta (opcional)
  • 1/2 colher de sobremesa de azeite
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 pedaço de gengibre ralado, a mesma quantidade do alho
  • 1 chávena de abóbora manteiga, em cubos pequenos
  • 1 cebola pequena, em meias luas
  • 1 alho francês, em meias luas
  • 1/4 colher de sobremesa de noz moscada
  • 1/3 colher de sobremesa de alecrim seco
  • 1 chávena de feijão branco, cozido e escorrido
  • 3 mãos cheias de rúcula selvagem
  • 1/4 chávena de nozes picadas
  • Sal, pimenta, azeite e vinagre balsâmico q.b.

Como preparar
  • Juntar o couscous seco com a colher de sobremesa de alecrim, a salsa e os flocos de malagueta e hidratar com a água a ferver. Deixar em repouso 5 minutos e separar os grãos com um garfo.
  • Numa frigideira colocar o azeite, o alho e o gengibre e deixar amolecer em lume brando. 
  • Adicionar a abóbora e saltear durante uns minutos. Juntar água até tapar o fundo da frigideira e deixar a abóbora amolecer durante uns minutos.
  • Acrescentar a cebola e o alho francês, temperar com a noz moscada, sal, o resto do alecrim e uma pitada de pimenta e cozinhar durante mais uns minutos.
  • Juntar a mistura de abóbora aos couscous, com o feijão, a rúcula e as nozes.
  • Ajustar o sal e temperar com o azeite e o vinagre balsâmico a gosto.


Já fiz esta salada algumas vezes e fica óptima de todas as maneiras: quente, morna, fria, de um dia para o outro.
Está cheia de sabores que adoro, mas a junção da rúcula com a abóbora, as nozes e o vinagre balsâmico é a minha perdição!



Primavera, obrigada pelos dias mais quentinhos e luminosos, mas fica pouco tempo e chama depressa o Verão sim? 
Não te zangues. 
Sabes, o problema não és tu...sou eu!

quinta-feira, 6 de Março de 2014

Noodles com Ervilhas Tortas e Cogumelos Enoki

A minha cozinha anda preguiçosa.
Ou melhor, eu ando preguiçosa na minha cozinha.
Com muito cansaço em cima e pouca vontade de me atirar aos tachos só uma coisa me poderia despertar a vontade de me pôr em sintonia com o fogão: ingredientes novos para experimentar!

Não são os cogumelos mais fofinhos de sempre??

Esta semana encontrei aqui no mercado perto de casa ervilhas tortas. Não são um ingrediente novo para mim mas é algo que adoro e que poucas vezes aparece por aqui, por isso não lhes resisti e trouxe logo um saquinho cheio. Juntando a isso o facto de ter encontrado uns cogumelos diferentes do habitual no supermercado, estava criada a motivação para cozinhar.

O resultado foram uns deliciosos noodles com sabores orientais, simples e bem rápidos, perfeitos para um almoço sem grandes trabalhos.



Ingredientes (para 2 pessoas)
  • Noodles asiáticos para 2
  • 1 cebola pequena, cortada em pedaços grosseiros
  • 1 dente de alho grande picado
  • 1 pedaço de gengibre fresco ralado, a mesma quantidade que o alho
  • 1 colher de sobremesa de azeite ou uns 4 cubos de caldo de legumes caseiro
  • 1//2 chávena de floretes de brócolos
  • 6-7 vagens de ervilhas tortas, em pedaços grandes
  • 1 chávena de cogumelos enoki
  • 1 cenoura pequena, ralada
  • 1/3 colher de sobremesa de flocos de malagueta ou 1 malagueta pequena picada (opcional)
  • 1 colher de sopa de molho de soja
  • 1 colher de sobremesa de vinagre balsâmico´
  • Coentros picados e sementes de sésamo para guarnecer

Como preparar
  • Colocar a água a ferver para cozinhar os noodles conforme instruções.
  • Colocar o azeite ou o caldo de legumes, o alho, gengibre e a cebola numa frigideira e deixar amolecer em lume brando. Se usarem a malagueta picada acrescentem aqui.
  • Enquanto a cebola amolece preparar os brócolos e as ervilhas tortas: lavar bem ambos os legumes; retirar os topos e os filamentos laterais das ervilhas e partir em metades ou em terços; partir os floretes de bróculos em pedaços pequenos.
  • Quando a cebola começar a ficar mole juntar os brócolos, deixar cozinhar uns 3 minutos e acrescentar as ervilhas.
  • Envolver durante uns 2 minutos e juntar os cogumelos, já limpos e separados e a cenoura ralada.
  • Temperar com o molho de soja, o vinagre e os flocos de chilli. Cozinhar durante mais uns 2-3 minutos, até que os cogumelos e a cenoura amoleçam e comecem a perder água, mas sem que esta evapore para criar algum molho.
  • Escorrer os noodles, juntar a mistura de legumes e servir com os coentros e as sementes de sésamo*

*Amendoins torrados picados aqui também ficariam bem, não coloquei porque não tinha mas penso que seriam um complemento delicioso.



Com estes ingredientes não há como errar! As ervilhas crocantes e adocicadas, os cogumelos delicados e os sabor caramelizado dado pelo molho de soja com o vinagre tornam este prato absolutamente viciante e perfeito - nunca pensei dizer isto num prato com brócolos, mas a verdade é que os sabores asiáticos fazem maravilhas! ;)

quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

Cozinha Minimalista numa Mousse de Chocolate e Laranja Raw

Por vezes, sem esperar, tropeçamos em algo que nos faz pensar "É isto mesmo que quero para a minha vida".
Foi assim que aconteceu comigo e com o minimalismo.
Um dia  recebi um comentário da Ana, visitei o seu blog, tornei-me assídua no espacinho dela e, de repente, tudo o que lá lia fazia todo o sentido na minha cabeça!

Já tinha ouvido falar sobre o minimalismo mas apenas como um estilo decorativo. Nunca tinha pensado que isso poderia ser extrapolado para o nosso dia-à-dia. O blog da Ana mostrou-me como e fez-me pensar que é tudo o que quero: uma vida despreocupada e simples. O minimalismo tem entrado ao pouco na minha vida, na minha casa e nas minhas acções. Só agora comecei e há tanto para modificar ainda!

No outro dia estava a pensar como poderia aplicar o minimalismo na minha cozinha e nas minhas receitas. Essa é a parte mais difícil para mim pois gosto de uma cozinha bem recheada, não só de ingredientes como também de utensílios. Já descartei muita coisa que não usava, mas quero ter tantas outras!
Quero uma máquina de fazer gelados.
Quero uma iogurteira
Quero uma máquina para fazer pasta
Quero uma daquelas batedeiras todas XPTO
E a lista continua....
Não me parece que isto seja adoptar o minimalismo certo? Mas é realmente algo que quero explorar e eu adoro desafios na cozinha.

Será possível preparar uma boa receita com o mínimo de ingredientes, utensílios e, já agora, no mínimo de tempo? 
Tenho a certeza que sim e para vos provar isso mostro esta receita de mousse de chocolate, com o aroma da laranja, que se faz em 5 minutos, tem apenas 4 ingredientes (que podem passar a 3 caso queiram omitir a laranja), não precisa de aparelhos muito sofisticados para ser feita e é tão, tão, mas tãaaao boa!!! :)


Ingredientes (para 1 dose de mousse)
  • 1 abacate bem maduro
  • 2 colheres de sopa de geleia de agave (ou maple syrup, geleia de arroz ou outro adoçante)
  • 2-3 colheres de sobremesa de cacau em pó
  • Sumo e raspa de 1/2 laranja pequena.

Como preparar
  • No robot de cozinha colocar todos os ingredientes e triturar até ficar cremoso. Se não tiverem robot a mousse pode ser feita com o auxílio da varinha mágica ou até mesmo de um garfo.
  • Ajustar o sabor do cacau e o doce da geleia até o desejado.


Já tinha visto esta mousse muitas vezes mas sempre tive receio de experimentar, achava uma combinação algo estranha. Sem têm o mesmo medo que eu, esqueçam, é fabulosa!! O abacate, que volto a dizer tem de estar meeeesmo maduro, dá uma textura super cremosa à mousse e o aroma da laranja é o toque especial.

Vão começar a aparecer por aqui mais receitas minimalistas. Não vou deixar de cozinhar pratos mais elaborados ou com mais ingredientes, gosto de fazer isso, não me importo de perder horas na cozinha. Mas às vezes sabe bem algo delicioso, como esta mousse, com o mínimo trabalho possível.


Para saberem mais sobre o minimalismo visitem o Ana, Go Slowly ou o The Busy Woman and the Stripy Cat, dois blogs portugueses e dos meus favoritos sobre o tema.



*Boa Quarta-feira*

domingo, 23 de Fevereiro de 2014

* Feliz Aniversário *

Faz hoje precisamente 1 ano que criei o Not Guilty Pleasure e fiz o primeiro post.


A ideia de começar a escrever um blog vem desde que me iniciei no vegetarianismo. Apesar de não ter sido há muito tempo (três anos e meio), na altura não conseguia encontrar muitos blogs portugueses dedicados a uma alimentação vegetal, embora houvessem "milhões" de estrangeiros, principalmente americanos. 
Um dia estava a passear por aquele que é, ainda hoje, um dos meus blogs vegan preferidos e pensei: "Quando souber cozinhar melhor, também quero escrever um blog".

Esse dia chegou em 2013, numa fase da minha vida em que me sentia desmotivada com a rotina casa-trabalho, trabalho-casa. Precisava de algo que me desse ânimo, que me fizesse mexer e que me desafiasse. Iniciar finalmente o blog foi a solução que encontrei.
Depois de muito "vai, não vai", depois de horas a pensar num nome e depois de vencer a vergonha de começar a escrever, nasceu este meu espacinho que, agora, já faz parte de mim.

Com ele tenho aprendido muito e já experimentei coisas que, sem o blog, talvez não o tivesse feito.
Conheci blogs inspiradores e excelentes pessoas.
E apesar de continuar com a mesma rotina casa-trabalho, trabalho-casa, esta tornou-se mais suportável, pois sei que tenho em casa à minha espera o meu "segundo trabalho", que me entusiasma muito. :)

Acho que há um medo comum a quem começa um blog: "Será que alguém vai ler isto?"
Eu também o tive, claro e cada visita, cada comentário e cada feedback que recebo são sempre motivos para me fazer sorrir!
Por isso um ENORME OBRIGADO a todos os que aqui vieram neste ano.
Obrigada pela simpatia, obrigada pelas partilhas mútuas, obrigada por virem à descoberta do meu mundo vegetariano e ficarem por cá, mesmo que o façam silenciosamente!
Deixam-me muito feliz! :)



Feliz 1º Aniversário meu querido blog

E venham daí mais anos! :)



 
* Queques: receita da Mafalda Pinto Leite, aqui (são tãaaao bons!!)
* Fonte: aqui