sábado, 13 de Setembro de 2014

Bolo de Maçã e Canela

Quando penso em cheiros e sabores que me trazem conforto e uma sensação de "lar doce lar", maçã com canela é das primeiras coisas que me vem à cabeça.
O sabor das maçãs assadas no forno, polvilhadas com canela e açúcar, docinhas e caramelizadas.
Um bolo de maçã acabado de cozer, que inunda a casa com um aroma quente e doce.

Por esta razão já experimentei várias receitas de bolo de maçã, algumas muito boas, outras nem por isso, mas ainda não tinha encontrado a que seria Aquela. Uma receita que fosse fácil, relativamente rápida, sem excesso de gordura ou açúcar, mas com aquele sabor que nos faz roubar gulosamente uma fatia ainda morna.

Até que experimentei esta.
Aqui está o meu bolo de maçã. Fofo, doce, viciante.
Peguem numa caneca de chá e sirvam-se à vontade desta delícia! :)



(Adaptado do blog "Frango do Campo")
Ingredientes:

1/2 chávena de maple syrup (ou 150g de açúcar mascavado)
2 colheres de sopa de sementes de chia + 6 colheres de sopa de água
100g de farinha integral
100g de farinha com fermento
1 colher de sobremesa de fermento em pó (2 se quiserem o bolo um pouco mais alto)
1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio
1 colher de sobremesa de vinagre de cidra
1/2 chávena de leite de coco (sem ser light)
1/4 chávena de leite vegetal
1 colher de sobremesa de canela em pó
3 maçãs grandes


Como preparar

Numa tacinha colocar as sementes de chia e a água, misturar bem e reservar durante 10 minutos até ficarem hidratadas.
Numa taça maior juntar o maple syrup com as sementes de chia hidratadas e mexer bem.
Adicionar o leite de coco, o leite vegetal e o vinagre de cidra e misturar.
Noutro recipiente junte as farinhas, o fermento, o bicarbonato e a canela em pó.
Envolva a mistura das farinhas na mistura líquida, até que fique com aspecto homogéneo.
Verter a massa para uma forma* forrada com papel vegetal.
Descascar e cortar as maçãs às fatias, dispor por cima do bolo, polvilhar com canela e regar com um fiozinho de maple syrup.
Levar ao forno a 180ºC durante cerca de 30 min ou até estar cozido.


*Usei uma forma quadrada de 24x24cm






quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Tarte de Tomate Cereja

A minha estação favorita já está a despedir-se.
Chegaram as nuvens, os dias nublados e a chuva. As mangas compridas já começam a sair das gavetas e o Sol esconde-se cada vez mais cedo.

Não gosto nada de ver os dias a ficarem escuros tantas horas, acho que se morasse num daqueles países de latitude elevada em que as noites duram meses, nessa altura tinha de fugir para junto do Sol.

Mas ainda é Verão! Vamos aproveitar isso da melhor maneira!
Como? Com as boas coisas que a terra dá nesta estação que ainda vão chegando cá a casa!
Com estes tomates cereja, vindos directamente da hortinha, que têm sido o meu ingredientes favorito nos últimos tempos. Tenho-me deliciado com eles em saladas, salteados na frigideira com alho e adicionadas a uma massa e assados no forno. São tão docinhos, parecem pequenos rebuçados cheios de nutrientes!

instagram.com/notguiltypleasure

Não há dúvida que o tomate que encontramos no resto do ano não se compara em nada a este tomate suculento e por isso temos de aproveitar todo o seu sabor.
Foi o que fiz nesta tarte, usando a minha combinação favorita: tomate, alho e orégãos. Só isto, simples e fácil, nada mais é necessário para uma refeição deliciosa. :)




Ingredientes

1 base para tarte à escolha - usei a receita do livro "Cozinha Vegetariana para Quem Quer Poupar". Para quem não tem o livro sugiro esta, esta ou esta (basta trocar a manteiga por margarina 100º% vegetal).
500g tomate cereja pequenino
1 cabeça de alho
Sal, azeite e orégãos q.b.


Como preparar

Lavar bem o tomate, retirar os caules e colocar num tabuleiro com um fio de azeite, sal e orégãos a gosto.
Envolver tudo muito bem e colocar no forno a 180ºC durante cerca de 30 min e ir mexendo algumas vezes para que o tomate não pegue e asse de todos os lados.
Ao mesmo tempo colocar no forno a cabeça de alho inteira e com a pele.
Quando os tomates estiverem assados retirar do forno e reservar, deixando ainda lá o alho.
Preparar a massa, colocar numa forma de tarte e levar ao forno durante uns 10-15min, até estar dourada e cozida*, retirando-a juntamente com o alho.
Colocar o tomate sobre a massa, deixando o molho no tabuleiro, até cobri-la por completo.
Retirar a pele ao alho assado e esmagá-lo no tabuleiro com os sucos do tomate, mexendo tudo.
Espalhar esse molho sobre a tarte e levar ao forno mais uns 5 minutos, a 200ºC, só para caramelizar e tostar mais um pouco.


*Dica: para que a base não empole, colocar peso sobre a mesma antes de ir ao forno, por exemplo, feijões ou grão seco.




segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

Na Cozinha da Vizinha {Agosto}

Finalmente o blog regressa de férias!

Foi uma ausência maior do que tinha planeado mas senti que precisava desta pausa. Agosto foi para relaxar, descansar, passear, apanhar sol, mergulhar, desligar-me da minha rotina e soube tão bem!
O regresso à rotina foi lento, custou muito (impressionante como nos acostumamos rápido à boa vida não é?), mas agora estou pronta para voltar com receitas deliciosas e outras novidades. ;)

Para já comecemos com as receitas experimentadas no mês de Agosto que posso dizer-vos já foram feitas mais de uma vez e entraram todas para a lista das favoritas! :)




do blog Lemon and Vanilla


Esta receita fui "roubá-la" ao blog da querida e simpática Lia e foi amor à primeira vista. Adoro cogumelos portobello, já costumava usá-los como hambúrguer, apenas temperados com sal e alho em pó. O tempero desta receita é mesmo delicioso e deixa o cogumelo muito saboroso, apenas troquei o manjericão seco por alecrim, pois não tinha o primeiro. Mudei o resto do recheio de acordo com o que tinha no frigorífico, optando por alface, umas rodelas de tomate verde e pickles de pepino e ficou maravilhoso!

Quanto às batatas.... as batatas.... nem tenho palavras! São, definitivamente, as melhores batatas que já comi e as substitutas perfeitas para aqueles desejos de batatas fritas que por vezes aparecem cá em casa. Ficam crocantes, são absurdamente viciantes e já as fiz mais duas vezes para outras pessoas que também ficaram fãs! Temperei com sal e com alho em pó. (e só de pensar nelas já me apetecia uma grande pratadas :P)




Croquetes de Feijão, do blog Green Food


Estes foram os melhores croquetes vegetarianos que já comi!
Fiz estes croquetes para levar para Góis, onde passei alguns dias das minhas férias, pois achei que eram práticos. Podia fazer a "massa" com antecedência e alourar na frigideira na altura de comer, 5 minutos e estava feito e assim foi. Ficam extremamente saborosos, dá vontade de comer até rebentar e tal foi o sucesso cá em casa que já os repeti umas 4 vezes! São mesmo, mesmo bons!

Não coloco os cogumelos, faço apenas o refogado com a cebola e o tomate e como tempero uso salsa fresca picada, alho em pó, pimenta e sal. Também não tenho usado o pão ralado para enrolar os croquetes porque acho que até se aguentam bem na frigideira. O truque que uso para que fiquem firmes é não deixar o refogado com muito molho e colocar a massa dos croquetes no frigorífico umas horas antes de moldar.





Brigadeiros Veganos, do blog Vegan aos 30


A única vez que tinha feito estas bolinhas foi no Natal para oferecer de presente e nessa altura acabou por não sobrar nada para nós cá em casa. Já andava para repetir há imenso tempo e depois vi a receita da Rita e decidi que era desta. Confesso que o facto de levar duas colheres cheias de manteiga de amendoim ajudaram em muito a decisão de finalmente fazer brigadeiros outra vez ihih.

Já fiz duas vezes neste mês: da primeira foram o snack da viagem até Góis e foram perfeitas pois saciaram sem encher demasiado, óptimo para quem enjoa a subir as estradas da serra, como eu. 
Dessa vez não tinha todos os ingredientes em casa pois isso usei metade das tâmaras, de frutos secos coloquei avelãs e cajús crús na mesma proporção, não coloquei coco, pus apenas 1 colher de sopa de manteiga e 2 de cacau e ainda acrescentei um pouquinho de geleia de arroz. Ficaram excelentes, quase pareciam chocolates Ferrero Rocher, foi muito difícil resistir a comer apenas 1 ou 2 bolinhas!
Mais recentemente voltei a fazer e coloquei praticamente as 200g de tâmaras, o coco, as 2 colheres de sopa de manteiga de amendoim, só cajús e usei chocolate em pó em vez do cacau. Resultado: ficaram óptimas na mesma, mas achei mais doces, provavelmente culpa do chocolate e do coco, pelo que quando fizer novamente vou guiar-me pela primeira tentativa que foi a minha preferida.




Ficaram com vontade de experimentar? ;)

terça-feira, 12 de Agosto de 2014

Salada de Verão de Quinoa

Quando vou passar o dia à praia há algo que nunca falta na minha geleira: uma salada.

Gosto de as levar para o almoço pois comem-se muito bem frias, são nutritivas e saciantes sem serem pesadas e são muito versáteis, havendo tantas variações quanto as que a nossa imaginação permitir.

Para além disso também são rápidas de preparar e podem ser feitas no dia anterior. Basta juntar todos os ingredientes e guardar no frigorífico. De manhã é só fazer o molho de tempero, levar num frasquinho à parte para ser colocado apenas na hora de comer e partir bem cedo a caminho de um dia de Sol e mar :) 

As saladas não precisam de ser de alface para serem frescas, nem de levar carne, peixe, ovos ou lacticínios para serem saciantes ou de ter carradas de maionese para serem saborosas. Esta é uma das minhas favoritas e não tem nenhum desses ingredientes. Mas tem proteína e hidratos de carbono para acabar com a fome, fornecidos pela quinoa e pelo feijão, vitaminas e sais minerais e muito, muito sabor! 


Se têm curiosidade sobre a quinoa saibam mais aqui e aqui.


(Adaptado do livro "Veganomicon")
Ingredientes (para 2 pessoas)

1 chávena de quinoa seca
1 tomate verde, aos pedaços (pode ser trocado por pepino fresco ou em pickle)
400g de feijão preto,cozido
1/2 pêssego maduro, em cubinhos (ou manga)
1 cebola pequena, finamente picada
5-6 tomates secos em óleo, aos pedaços
Salsa e coentros a gosto, picados
Molho vinagrete: azeite, vinagre, sal e 1 pitada de mostarda dijon


Como preparar:

Começar por cozer a quinoa, tal e qual como o arroz: 2 chávenas de água para 1 de quinoa, lavando a quinoa antes (aconselho num passador com malha muito apertada ou num pano de musselina para que os grãos da quinoa, que são muito pequeninos, não se escapem), temperando a água com sal e levar em lume brando. Quando a água tiver sido absorvida e a quinoa parecer que está "quebrada" está pronto.
Retirar do lume e deixar arrefecer.
Numa taça colocar o feijão, a cebola, o pêssego, o tomate verde, o tomate seco (escorrer bem do óleo e absorver com papel de cozinha o excesso) e as ervas aromáticas.
Juntar a quinoa já arrefecida e temperar a gosto com o molho vinagrete.




Com esta receita me despeço para FÉRIAS!! :)
As publicações no blog vão ficar suspensas pelo menos por duas semanas para aproveitar estes dias de descanso.
Até ao regresso do blog à sua "vida normal" podem acompanhar as partilhas dos petiscos de Verão, entre outras coisas, no Facebook e no Instagram.


Até Já! ;)

domingo, 10 de Agosto de 2014

Gelado de Banana, Coco e Maracujá

Trabalhar em atendimento ao público faz-nos lidar com todo o tipo de gente.
Deparamo-nos com pessoas simpáticas, educadas, que respeitam o trabalho de quem está atrás do balcão. Pessoas a quem damos um sorriso sincero e dois dedos que conversa porque nos apetece. E depois temos o outro lado da moeda. Pessoas que estão de mal com a vida e descarregam as suas frustrações em nós, pessoas que não sabem o significado de um "Bom dia" ou um "Obrigado", que nos tratam como se fôssemos seus criados ou como se fôssemos estúpidos.

Quem trabalha em atendimento ao público sabe que é preciso ter estômago para engolir alguns sapos, por vezes a saparia inteira! Mas sabe também que há pessoas que fazem o trabalho valer a pena, carinhosas e atenciosas que nos tomam já como parte da sua vida.
Há pessoas que tentam demonstrar esse afecto da maneira que lhes parece melhor: com presentes. Desde chocolates a meias, bolos e até camarão (que tentei delicadamente recusar, mas sem grande sucesso :/ ), já recebi um pouco de tudo, mas fruta está no topo da lista! Este ano já trouxe para casa figos madurinhos, ameixas docinhas e, os meus preferidos, maracujás!
Por serem tão raros (e tão caros!) é dos frutos que mais tenho apreciado receber e já foram usados em batidos, papas de aveia, saladas de fruta e...gelados!

Nada melhor para celebrar a chegada do calor (finalmente!!) do que um geladinho caseiro com sabores tropicais. Rápido de fazer, fácil de preparar, sem açúcares adicionados, é uma excelente maneira de nos refrescarmos e simultaneamente nutrirmos o nosso corpo! :)


Ingredientes (para cerca de 6 gelados)

1 banana madura pequena
150 mL de leite de coco
2 colheres de sopa de coco ralado
6 maracujás frescos.


Como preparar

Na liquidificadora bater a banana, o leite de coco e o coco ralado.
Transferir para uma tigela.
Retirar a polpa aos maracujás, separando a polpa de 2 maracujás num recipiente à parte dos restantes.
Juntar ao batido de banana e coco a polpa dos 4 maracujás e envolver.
Verter a mistura para as formas de gelado, alternando com um pouco da polpa dos 2 maracujás.
Levar ao congelador algumas horas até solidificar.



Sugestões de mais gelados para refrescar um Agosto quente:

* Gelado de frutos vermelhos e leite de coco
* Gelado de pêssego e cereja
* Gelado de melancia com pedaços de fruta
* Gelado de laranja, pêssego e mirtilos
* Gelado cremoso de chocolate
* Gelado de pêssego e menta





quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

Sopas de Beldroegas e Tomate

Se derem uma vista de olhos pelas receitas aqui no blog vão reparar que de sopa só há uma. Isso não significa que eu não coma sopa, apenas significa que é muito raro fazê-las em casa. Porquê? Porque a minha mãe faz as melhores sopas de sempre e mora, literalmente, do outro lado da rua, pelo que sempre que quero sopa tenho o melhor sítio do mundo a dois passos para me abastecer! ;)

Das sopas que a minha mãe faz as minhas preferidas são as que têm os sabores da sua infância no Alentejo, com os coentros e tomate.
Beldroegas são outro ingrediente que fazem a minha costela alentejana pular de contente e por isso quando as vi tão fresquinhas no mercado não resisti a trazer um molho e a cozinhá-las logo para o almoço desse dia!


Inspirada nesta receita e nos sabores das sopas da mãe, saiu um caldo maravilhoso que soube mesmo bem nestes dias de Verão mais feios que pedem uma tigela quentinha de conforto.

É o tipo de comida que me leva até às noites das férias em casa dos meus primos, no meio do monte, à luz dos candeeiros de petróleo e com o silêncio apenas quebrado pelos grilos e as conversas à mesa.

Que saudades daqueles dias de Verão!



(Adaptado do blog "Chilli com Todos")
Ingredientes (para 3-4 pessoas)

1 cebola bem grande, cortada às rodelas finas
6 dentes de alho médios, picados
1 folha de louro
1 colher de sopa de azeite
3 tomates grandes, aos pedaços
3 batatas médias, às rodelas
1 molho de beldroegas
1 raminho de coentros
Água e sal q.b.


Como preparar:

Num tacho grande colocar a cebola, o alho, o louro, o azeite e uma pitada de sal. Deixar refogar em lume brando até a cebola amolecer.
Juntar o tomate, envolver e refogar mais uns minutos até se desfazer.
Acrescentar as batatas e as beldroegas (inteiras mas sem as raízes).
Juntar água até cobrir tudo (cerca de 4 chávenas), o ramo de coentros inteiro para dar gosto e temperar com sal.
Deixar ferver até que as batatas estejam cozidas.
Servir simples ou com pão torrado.



domingo, 3 de Agosto de 2014

Na Cozinha da Vizinha {Julho}

As cozinhas vizinhas têm andado tão recheadas de coisas tão apetecíveis que a escolha é sempre muito difícil, a minha lista de receitas a experimentar em vez de diminuir até parece que aumenta, mas este mês estas foram as escolhidas para ser testadas.



Pudim de Chia e Cereja, do blog Can Caramelo


Há muito tempo que queria fazer uma receita com cerejas mas tenho sempre o mesmo problema...é que cerejas são o meu fruto de Verão preferido e acabo por comê-las todas antes de se transformarem em algo mais! Mas assim que vi esta receita soube que tinha de a fazer e com muito sacrifício controlei a gula e guardei algumas cerejinhas. Ainda bem que o fiz! É uma sobremesa simples, saudável, com os açúcares naturais da fruta e sem gordura, tão cheia de sabor!! A banana adoça naturalmente o pudim de chia, o limão dá o toque ácido necessário para desenjoar e as cerejas por cima....são mesmo a cereja no topo do bolo, neste caso, do pudim! :P
A receita original é uma tarte mas eu fiz apenas o recheio e adorei. Agora que as cerejas estão a acabar penso que este pudim também fica bem com outras frutas, como ameixas ou pêssegos.
Se ainda não conhecem este blog aconselho a espreitarem. Tem uma ar divertido, fotos de babar e receitas vegetarianas que apetece ir logo a correr para a cozinha experimentar. ;)



"Natas" de Couve-Flor, do blog Oh She Glows

Apesar desta receita ser de um blog que sigo já há algum tempo e um dos meus preferidos, nunca tinha "tropeçado" nela. Vi-a no blog da Avelã e achei uma ideia tão boa que não resisti em experimentar. Fui buscar a receita original, que é vegan, e não fiquei desiludida. Cá em casa somos fanáticos por massa com natas e ter esta alternativa mais saudável foi uma descoberta maravilhosa. Da primeira vez fiz com alguns legumes salteados e no dia seguinte, ao que sobrou, juntei cogumelos e adorámos! A massa fica cremosa, leve, o molho de couve-flor é bastante saboroso e com os cogumelos juro-vos que não senti falta das natas de soja. Vai ser repetida mais vezes de certeza!! E desta vez com as medidas certas... é que em vez de 2 colheres de sobremesa de alho em pó enganei-me e pus colheres de sopa. Gostámos à mesma, mas ficámos aptos a afastar vampiros a vários kms de distância ihih :P

Nota: não há foto desta massa porque apaguei sem querer do telemóvel. Quando voltar a fazer coloco aqui!



Bolo Rústico de Ameixas, do blog Frango do Campo


No mês de Julho, entre as que comprei e as que me foram oferecendo, tive uma avalanche de ameixas lá em casa. Comi a maior parte, outras estão guardadas para mais experiências e as restantes foram para este bolo que animou um Domingo inteiro de trabalho.
Dupliquei a receita pois para as minhas formas parecia-me pouca massa, troquei o ovo por 1 colher de sopa de sementes de chia + colheres de sopa de água (deixar em repouso alguns minutos até formar uma papa) e a manteiga por margarina de soja. Ficou delicioso!! Adoro bolos de fruta e este com ameixas conquistou-me. A massa doce contrastou muito bem com as minhas ameixas que eram ligeiramente ácidas. Foi um bolo fácil de adaptar, ficou muito saboroso e tem pouca gordura, pelo que já tenho ideias para experimentar com outras frutas, como a maçã por exemplo.



 Mais sugestões virão no fim de Agosto ;)


terça-feira, 22 de Julho de 2014

Abóbora-Manteiga no Forno com Especiarias

Há muitas coisas que fazem do Verão a minha estação favorita. Uma delas são os fins de tarde.
Fins de tarde de Verão são do melhor que há. 
Ainda está calor, mas o Sol já não queima. 
Por vezes sentimos uma brisa mas ainda ficamos confortáveis com um vestido fresco e de sandálias nos pés.
O Sol esconde-se tarde, pintando o céu de cores quentes enquanto desaparece. Não há pôr-do-sol como o de Verão!

Aproveito estes fins de tarde quentes para fazer uma das coisas que mais gosto: petiscar!
Seja para partilhar com amigos, com a família ou para nos deliciarmos sozinhos, nada como ter uma mesa recheada de coisas boas enquanto aproveitamos os últimos raios de luz do dia.

Ao Domingo, durante esta estação, os jantares cá em casa são assim, simples e despreocupados, com as coisas que mais gostamos. Basta um garfo, pão torrado, uma cerveja fresquinha e pratinhos cheios de coisas boas para uma refeição de Verão perfeita.

Tenho vários favoritos para os petiscos de Domingo à noite, como os cogumelos à Bulhão Pato, tomates assados no forno, beringelas grelhadas ou um simples guacamole. Estas fatias de abóbora com especiarias já entraram também para a lista.

Sei que mais parece um pestisco outonal, mas esta receita é tão boa que não dá para não partilhar. A abóbora doce e cremosa fica perfeita quando assada com esta mistura de especiarias, que lhe dão um toque ligeiramente picante mas completamente viciante. 
Rouba-se uma fatia do prato, mais outra e mais outra e quase sem darmos por isso estas fatias deliciosas desaparecem num instante.

Impossível não gostar de petiscos assim! :)



(adaptado do livro "O Novo Vegetariano", de Yotam Ottolenghi)
Ingredientes

1/2 abóbora manteiga de tamanho médio
1 colher de sopa de sal marinho
1 colher de sopa de alecrim seco
1/2 colher de sobremesa de alho em pó
1/3 colher de sobremesa de malagueta em flocos
1 pitada de noz moscada
Azeite q.b.


Como preparar

Lavar bem a abóbora e, caso se use a metade com sementes, retirá-las com a ajuda de uma colher.
Cortar a abóbora em fatias, nem muito finas nem muito grossas, no sentido do comprimento.
Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal e dispor as fatias.
Num almofariz colocar o sal, o alecrim, o alho, a malagueta e a noz moscada. Triturar tudo e juntar azeite até formar uma pasta.
Com um pincel, espalhar um pouco da pasta de especiarias pelas fatias da abóbora (apenas de um dos lados)
Levar ao forno a 180ºC, cerca de 20-30 minutos, ou até que a abóbora fique molinha.





sábado, 19 de Julho de 2014

Quadradinhos de Cacau com Cobertura de Chocolate e Laranja

De todos os lugares no mundo que quero conhecer, sempre houve um país onde nunca tive grandes desejos de me aventurar: os EUA.
Muita gente que conheço tem Nova Iorque como a sua viagem de sonho e eu não me sinto minimamente atraída por essa cidade. Sonho mil de vezes mais ir aos países escandinavos ver uma aurora boreal ou mudar de hemisfério para subir a Macchu Picchu. 

A minha indiferença ao norte do continente americano teria continuado não fosse eu tornar-me vegetariana e perceber o grande mercado vegan que esse país alberga. Nova Iorque continuaria a não estar nos meus planos de futuras viagens não fosse eu ter comprado o livro Vegan Chocolate e "conhecido" a Fran Costigan.

Fran Costigan é chef pasteleira, vegan há cerca de 25 anos, desenvolve receitas e é instrutora culinária. "Apaixonei-me" por ela assim que comecei a ler o seu livro de receitas como se de um romance se tratasse. Fran é apologista do uso dos ingredientes biológicos, o menos processados possível, pelo que nas suas receitas não encontramos açúcares ou farinhas refinadas nem margarinas.
Faz muitos workshops, palestras e é professora no Natural Gourmet Institute, em Nova Iorque, uma escola onde existem várias aulas sobre alimentação saudável, vegetariana e vegan e onde Fran dá um mini-curso intensivo de pastelaria vegan.
Foi assim que ir aos EUA e a Nova Iorque também entrou para a minha lista de coisas a fazer no futuro. Agora na minha lista de sonhos a realizar há mais um item: fazer um curso com a Fran Costigan!
E um dia, quem sabe, torno-me uma pasteleira vegan também :)

Enquanto isso não acontece vou mergulhando neste seu livro maravilhoso e divertindo-me a experimentar as suas receitas.
E estes quadradinhos de chocolate, sem açúcares refinados, sem óleo ou margarina, são deliciosos e não deixam ninguém indiferente. Nem aqueles cujo cacau não lhes tira o sono, como eu!


Com cacau, com açúcares naturais, com leite de coco no lugar das manteigas e margarinas e com farinhas menos processadas, pensei logo neles como a receita ideal para o Desafio Receitas Saudáveis do [Limited Edition]. Porque receitas de bolinhos para comer sem culpas nunca são demais! :)


(adaptado do livro "Vegan Chocolate")
Ingredientes

Para o bolo


  • 64g de farinha de trigo sarraceno (ou de espelta)
  • 60g de farinha de trigo integral
  • 9g de farinha maizena
  • 30g de cacau em pó
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • 1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio
  • 1/4 colher de sobremesa de canela em pó
  • 1 pitada de sal
  • 125 mL de leite de côco normal (não deve ser usado o light)
  • 125 mL de leite vegetal 
  • 125 mL de geleia de arroz
  • 60 mL de xarope de agave, maple syrup ou mais geleia de arroz
  • 1 colher de sobremesa de vinagre de sidra

Para a cobertura
  • 90g de chocolate preto sem açúcar
  • 60 mL de sumo de laranja natural
  • Raspa de 1/2 laranja pequena (opcional, se não quiserem um sabor muito forte ao fruto podem não colocar)
  • 1 colher de sopa de xarope de agave


Como preparar

O bolo
  • Numa tigela juntar todos os elementos secos e misturar.
  • Noutra tigela juntar o leite de coco, o leite vegetal, a geleia de arroz, o xarope de agave e o vinagre. Misturar bem até a geleia ficar completamente dissolvida.
  • Juntar a mistura líquida aos ingredientes secos e mexer até a massa ficar homogénea.
  • Forrar uma forma quadrada de cerca de 24cm de largura com papel vegetal e verter a massa na forma.
  • Levar ao forno a 180ºC entre 25 a 30 min.
  • Retirar do forno e deixar repousar.

A cobertura
  • Partir o chocolate em pedaços pequeninos e colocar num tacho pequeno juntamente com o sumo de laranja, a raspa e o xarope de agave.
  • Levar a lume baixo e quando o chocolate começar a derreter retirar do lume e mexer até ficar um creme de chocolate homogéneo e suave.
  • Colocar numa taça e deixar arrefecer à temperatura ambiente.

Cortar o bolo, já arrefecido, em quadrados e cobrir com o creme de chocolate e laranja.


domingo, 13 de Julho de 2014

Caril de Abóbora-Manteiga e Lentilhas

Sempre gostei de sabores agridoces na comida, não sinto que seja estranho usar frutas nos pratos principais e sabe-me bem o contraste do doce com o salgado.
Já o rapaz cá de casa não era da mesma opinião. Quando calhava falarmos de alguma mistura doce-salgada, por exemplo um simples ananás numa pizza, ele dizia que não gostava e que isso era o mesmo que comer "sardinhas com gelatina" (o que não é uma expressão muito vegan, eu sei, mas percebem onde quero chegar certo?)

Como quem manda na cozinha sou eu, decidi acabar com essa mania das esquisitices e a pouco e pouco fui acrescentando uma nota mais doce aqui e uma fruta ali para ver a reacção. E como quem não cozinha não tem direito a refilar, não me assustei com caretas e com coisinhas à borda do prato e continuei a insistir (e a mandar uns olhares fulminantes de "cala-te e come") :P. 
Já dizia Fernando Pessoa "primeiro estranha-se, depois entranha-se" e assim foi. 

Actualmente os sabores agridoces já não são recebidos com ar de dúvida e uma das maiores provas é o facto deste molho de tomate e coco da Márcia ser um dos preferidos cá de casa e muito requisitado pelo marido. Dele surgiu a inspiração para este caril, que não é forte nas especiarias mas que tem o picante versus doce que tanto nos agrada nesse molho.

Este tornou-se o meu caril favorito e sempre que me apetece um é neste que penso, é absolutamente maravilhoso e conquistou-nos aos dois. O picante da malagueta, o ácido do tomate, o doce do coco e a frescura dos coentros são uma festa de sabor na nossa boca. A abóbora manteiga, o meu tipo de abóbora preferido e as lentilhas, complementam este prato na perfeição.
Sirvam com um arroz aromático, como o basmati ou o thai jasmim, e desfrutem de uma refeição perfumada e absolutamente deliciosa!


Ingredientes (para 3 - 4 pessoas)
3 dentes de alho médios, picados
Gengibre fresco ralado, aprox. a mesma quantidade do alho.
1 malagueta pequena sem sementes, picada (ou com sementes se gostarem do sabor mais forte)
1 cebola média, picada
1 folha de louro
1 colher de sobremesa de azeite ou 3 cubos de caldo de legumes caseiro
3 tomates maduros bem grandes, sumarentos, aos pedaços
1 cenoura pequena, aos cubos
300-350g de abóbora-manteiga descascada, cortada em cubos pequenos
1/2 colher de sobremesa de caril em pó
1/2 chávena (125mL) de água ou caldo de legumes caseiro
1/4 chávena (60mL) de leite de côco
2 chávenas de lentilhas verdes, cozidas*
Sal q.b.
Coentros picados a gosto


Como preparar:
Num tacho colocar o azeite, o louro, alho, gengibre e malagueta e deixar refogar 1-2 minutos em lume baixo. 
Acrescentar a cebola e uma pitada de sal e deixar amolecer.
Juntar o tomate e refogar até que esteja mole e a criar molho.
Colocar a cenoura, a abóbora e o caril e envolver no tomate.
Juntar a água, mais uma pitada de sal e deixar cozer em lume baixo, com a panela tapada, entre 5 a 10 minutos.
Quando a abóbora estiver amolecida juntar o leite de côco e as lentilhas e deixar cozinhar mais 5 minutos.
Polvilhar com coentros frescos e servir.

*Para ter lentilhas cozidas saborosas basta colocá-las num tacho com água, louro e dentes de alho esmagados ainda com casca. Deixar cozer e apenas no final da cozedura acrescentar o sal, para que não fiquem duras.